Olá! Se você chegou até aqui e ainda não visitou a aba “Sobre”, permita-me uma breve apresentação.
Sou o Rodrigo Rossi, fotógrafo e jornalista, residente e atuante na Região Sul do Brasil. Em 2026, assumi um compromisso pessoal: registrar, por meio de textos de caráter jornalístico-literário, minhas impressões sobre as partidas da Copa do Mundo da FIFA 2026. Mais do que relatar resultados, a proposta é narrar histórias, destacar personagens, analisar contextos e compartilhar as emoções que fazem do futebol um fenômeno tão singular.
Convido você a acompanhar essa jornada.
P.S.: Os textos publicados neste espaço podem conter opiniões, críticas e juízos de valor. Como jornalista e cronista esportivo, permito-me ir além da descrição dos fatos, buscando interpretá-los e refletir sobre eles, sem abrir mão do compromisso com a honestidade intelectual e a paixão pelo esporte.
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A estreia da seleção de Portugal na Copa do Mundo da FIFA 2026 esteve cercada de expectativas pelo gol de Cristiano Ronaldo. O robozão quer entrar para a história como o primeiro atleta a marcar gols em 6 edições consecutivas da Copa do Mundo - ele já balançou as redes em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Dentro de campo, em Houston, nos Estados Unidos, o timaço europeu abriu o marcador bem cedo, com João Neves, aos 5 minutos da primeira etapa.
Só que, depois disso, Portugal manteve altos índices de posse de bola, mas não avançou mais e desperdiçou algumas boas jogadas. Com isso, deixou espaço para algumas investidas da República Democrática do Congo, que voltou à Copa após sua primeira e única participação, em 1974, quando o país ainda se chamava "Zaire". Na época, não marcou gols em três partidas, mas sofreu 14, com destaque para o sonoro 9 a 0 sofrido contra a antiga Iugoslávia.
Assim, o gol de Wissa, aos 49 minutos da primeira etapa, no empate do Congo, foi o primeiro gol do país na história em Copas do Mundo da FIFA. O atacante subiu livre na pequena área para empatar o confronto, após assistência do lateral-esquerdo Masuaku. Logo em seguida, o árbitro Abdulrahman Al-Jassim encerrou a primeira etapa com placar histórico: Portugal 1 x 1 Congo.
Na volta do intervalo para a etapa final, o Congo quase virou o placar. Bakambu recebeu dentro da área e acertou a trave, mas a arbitragem anulou o lance e assinalou falta do atacante congolês na origem. Aos 9 minutos, Cancelo mandou de bike para o fundo das redes, mas ele estava adiantado e o gol foi anulado por impedimento. A partida mantinha na etapa final o mesmo panorama da primeira parcial, com Portugal controlando a posse de bola e pecando na finalização, e a seleção africana apostando nos contra-ataques.
Aos 20 minutos, numa falta na lateral do campo, próximo às casamatas, houve um princípio de confusão entre atletas dos dois países. Aos 22, CR7 recebeu dentro da área e chutou de primeira para fora. Ele chutaria novamente com perigo aos 27. Aos 31, Bakambu recebeu livre na entrada da área e poderia ter dominado, mas chutou de primeira e perdeu grande chance. Com chances lá e cá, Mpasi só precisou realizar uma defesa na segunda etapa. No finalzinho da partida, em falta no contra-ataque, Tomás Araújo recebeu o cartão amarelo e se safou de um cartão vermelho - que é o que merecia. Não fizesse a falta, Wissa sairia livre cara a cara com Diogo Costa.
No apito final, empate em 1 a 1 para as duas seleções, que chegam à segunda rodada da fase de grupos com chances de classificação à próxima fase da Copa. Ao Congo, coube muita festa, com a marcação do primeiro gol em Copas e também o primeiro ponto na história da competição.