Olá! Se você chegou até aqui e ainda não visitou a aba “Sobre”, permita-me uma breve apresentação.
Sou o Rodrigo Rossi, fotógrafo e jornalista, residente e atuante na Região Sul do Brasil. Em 2026, assumi um compromisso pessoal: registrar, por meio de textos de caráter jornalístico-literário, minhas impressões sobre cada partida da Copa do Mundo da FIFA 2026. Mais do que relatar resultados, a proposta é narrar histórias, destacar personagens, analisar contextos e compartilhar as emoções que fazem do futebol um fenômeno tão singular.
Convido você a acompanhar essa jornada.
P.S.: Os textos publicados neste espaço podem conter opiniões, críticas e juízos de valor. Como jornalista e cronista esportivo, permito-me ir além da descrição dos fatos, buscando interpretá-los e refletir sobre eles, sem abrir mão do compromisso com a honestidade intelectual e a paixão pelo esporte.
↘️
A segunda partida da Copa do Mundo da FIFA de 2026, entre Coreia do Sul e República Tcheca (ou, para alguns, a Tchéquia), aconteceu no final da noite e início da madrugada desta sexta-feira, tendo mais uma vez como palco do embate um estádio mexicano clássico: o estádio Akron, do Chivas Guadalajara. O resultado foi dentro do especulado antes do início da partida: o time asiático levou a melhor com o triunfo por 2 a 1.
Na primeira etapa, foi Golias contra Davi. Sim, eu estou ciente que o relato bíblico indica que Davi era o pastor e o gigante Golias foi derrubado, mas o cenário da partida em solo mexicano foi exatamente o oposto: mais consciente dentro das quatro linhas, a Coreia do Sul atacou principalmente com Son Heung-Min, um dos maiores pontas asiáticos de todos os tempos, com larga carreira no Chelsea, da Inglaterra, e atualmente no Los Angeles. Ele obteve pelo menos 3 arremates na direção do gol tcheco. A República Tcheca, por outro lado, pouco produziu na primeira etapa. Nos primeiros minutos, com a defesa desconcertada, foi presa fácil, e, a partir da metade da parcial, subindo a linha, passou a oferecer certa resistência aos ataques sul-coreanos. A palavra é resistência mesmo, já que pouco chutou a gol e, quando o fez, o arqueiro Kim Seung-Gyu deve ter se sentido defendendo a meta contra o time sub-17 de algum clube da Série C do Brasileirão. Apesar disso tudo, a parcial encerrou em 0 a 0.
No retomar da partida, nada mudou: com 4 minutos, Son chutou na saída do goleiro, mas perdeu. A Coreia seguia em cima e a República Tcheca não dava sinais de recuperação. A partir dos 13 minutos da etapa final, contudo, o embate ficou muito melhor: Krejcí aproveitou UM LATEREIO e mandou para o fundo das redes, abrindo o placar para o time tcheco que até então sequer havia chegado ao gol com o mínimo perigo. A festa dos europeus durou pouco: aos 21, In-Beom recebeu passe açucarado dentro da grande área, fez o breque e acionou UMA CAVADINHA para mandar a pelota na bochecha da rede: 1 a 1.
Em uma partida que ainda reservava fortes emoções, Soucek marcou mais um para a República Tcheca, mas a arbitragem assinalou impedimento na origem. Cinco minutos depois, aos 35, Oh Hyeon-Gyu estufou as redes e virou o placar na casa do Chivas: 2 a 1. Mas ainda havia mais emoção: aos 47 minutos, nos acréscimos, Kim Seung-Gyu operou uma defesa monstra que garantiu o triunfo: 2 a 1 no placar ao findar dos 51 minutos da etapa final. Fosse eu o jornalista, a manchete da partida seria "Em partida com gols de latereio e cavadinha, Coreia do Sul derrota a República Tcheca por 2 a 1".
Com a vitória, a Coreia do Sul está em segundo no Grupo A, atrás do México - que venceu a África do Sul por 2 a 0 mais cedo.