Viagens & Turismo
Alfredo Wagner (SC)
Ecoturismo nos Soldados Sebold
Seja bem-vindo(a)!
Neste álbum, compartilho um pouquinho sobre a minha trip aos Soldados Sebold, na cidade de Alfredo Wagner (SC), na serra catarinense, neste último final de semana. Os Soldados Sebold são uma deslumbrante paisagem natural composta por 4 formações de arenito, cada qual com cerca de 90 metros de altura, que têm a aparência de soldados enfileirados. Eles estão localizados em uma área privada, mas que, no passado, era lar da Família Sebold. Daí vem o nome da atração turística, que é uma das principais da serra catarinense! Eu visitei o local com intenção de fotografar, enquanto fotojornalista e praticante do fotoclubismo e da fotografia documental. Quem me levou até lá, junto com uma galera muito alto astral, foi a agência de viagens e ecoturismo Trilha do Viajante, com sede em Caxias do Sul (RS). O Márcio e a Rose são duas pessoas muito iluminadas e fazem a diferença nos passeios. Eu recomendo a Trilha do Viajante, e olha que esse review nem é patrocinado! 🤣
Pra começo de conversa, se você pretende visitar os Soldados Sebold, se antecipe! Como o lugar todo está em uma área privada, o acesso é pago. Você pode escolher entre diversas opções de alojamentos, desde casas simples de madeira ou chalés bonitos. Também existem muitas pessoas que vão com a intenção de armar barracas e acampar. A estrutura permite isso! O Pub da Montanha, bar local, oferece um cardápio simples, mas muito gastronômico. Eu recomendo o Burguer Gourmet com porção de fritas! Além disso, existem banheiros, lavabos, chuveiros e áreas para camping, com mesas e demais estruturas para churrascos e fogueiras ao ar livre, além de sinal gratuito de Wi-Fi. Mas não conte com sinal forte à distância, viu?! O sinal tem intensidade moderada e 'só pega' nas proximidades dos alojamentos e do Pub!
O parque possui diversas trilhas com níveis fáceis, moderados e difíceis. Admito que não estou no meu melhor preparo físico e só fiz a primeira trilha disponível no passeio, que foi para chegar até o parque - pois o ônibus que nos levou não subiria até lá. Aliás, tem isso mesmo pra falar! Pra chegar motorizado aos Soldados Sebold, só com veículos com tração 4 x 4 ou em trilhas a pé. Veículos 'normais' vão até parte do caminho e precisam retornar, pois, entre outras, existem riachos que precisamos atravessar. E não tem ponte, não, viu?! Fomos molhando os pés, botina numa mão, bambu na outra mão para não perder o equilíbrio, e uma mochilona cheia de equipamentos fotográficos nas costas. Foi dureza, mas consegui atravessar sem desmoronar! A primeira trilha, portanto, tem quilometragem de cerca de 6,5 km para ir e outros 6,5 km para voltar, com intensidade moderada para difícil. Além da travessia de dois riachos, têm trechos íngremes morro acima, por meio da mata, com risco de tropeços e o pé afundando até a canela em trechos de lamaçal. 🤣
A trilha principal é a que sobe até a base dos Soldados, ou seja, das 4 formações de arenito. Não fui lá, pois as perninhas ainda tremiam e o coração sacolejava no peito - mas já está anotado mentalmente para, depois de uns quilinhos a menos, repetir a aventura! Além dela, têm outras trilhas, com destaque para uma que desce por um cânion e chega na Cascata das Andorinhas. Também não fui, mas, ouvindo o relato dos companheiros de trip, bateu uma invejinha... Azar. Pouco depois do café da manhã, os alertas que a meteorologia anunciava há semanas se confirmaram: as nuvens baixas encobriram completamente os Soldados Sebold, fomos assolados por fortes pancadas de chuva, ouvindo raios e trovões. Eu, com uma mochila carregada de câmera, objetivas, acessórios e drone, não quis dar a chance para qualquer prejuízo. Abri mão do passeio e, por consequência, dos 6,5 km para retornar ao campo base para embarque no ônibus. Em vez disso, acompanhado por outros 3 campeões que não quiseram se arriscar debaixo da chuva, contratamos uma caminhonete do próprio parque, com tração 4 x 4, para que fôssemos motorizados até o ônibus. O custo disso? R$ 70,00 por pessoa. Mesmo com o clima intercalando períodos de sol e pancadas de chuva, por volta das 10h15, quando iniciamos a descida, a 4 x 4 deslizou na estrada em alguns momentos, provando a teoria de que um 'carro convencional' jamais subiria até os Soldados Sebold.
Mais dois detalhezinhos e depois vocês podem rolar o feed pra olharem as minhas fotografias! 😅
A primeira, importantíssima, é lembrar que os Soldados Sebold têm uma lojinha lá no alto, que vende chocolates, vinhos, canecas, peças de gesso, imãs de geladeira, vestuário e outras lembrancinhas sobre o lugar. Vale a pena uma visitinha. Eu adquiri o livro Conhecendo Alfredo Wagner, da escritora Carol Pereira, que conta histórias sobre o município. Como jornalista, me pareceu uma ótima aquisição (e por apenas R$ 35,00). Na lojinha, quem me atendeu foi a Cíntia Domingos, que mora e trabalha na montanha, mas é natural de Canela (RS). Ela é uma fofa e foi super prestativa e respeitosa! E por falar em ser prestativo e respeitoso, temos um gringo pra lá de gente fina! O nome dele é Alan Montoya, ele é argentino, natural de Buenos Aires e torcedor do River Plate. Ele foi o nosso motorista que nos levou do parque até o estacionamento do ônibus, em um percurso de cerca de 12 km numa estrada tão esburacada que a nossa 4 x 4 sofreu e engasgou pedindo sinais de trégua! O Alan dirigiu com muita destreza, sem muita velocidade, e ainda permitiu que parássemos um instante para um clique da vista da janela por um casal que estava sentado no banco de trás. Alan, eres increíble! ¡Mucho éxito em tu viaje! ✌️
Agora, vamos aos cliques da trip! 😍 Lembrando que, aqui no site, eu só coloco UMA SELEÇÃO DE FOTOS! Quer ver todas?! Acompanhe o meu Instagram @rorodrigorossi, que vou publicando no dia a dia! 😁🙏
Tags
Rodrigo Rossi Fotografia Autoral Fotografia Documental Ecoturismo Soldados Sebold Alfredo Wagner Trilha do Viajante